Adição no 1º ano: atividades em PDF com gabarito
Trabalhe adição no 1º ano com seis desafios de juntar e acrescentar. Baixe o PDF gratuito com gabarito e veja como aplicar e adaptar as atividades em sala.
ENSINO FUNDAMENTAL 1
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Matemática • 1º ano • 3 páginas: duas atividades do aluno e uma com gabarito e orientações.
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Uma criança reúne três tampinhas com outras duas e descobre que agora há cinco. Outra tem três tampinhas e recebe mais duas. O resultado é igual, mas as situações contam histórias diferentes: na primeira, juntamos dois grupos; na segunda, uma quantidade inicial aumenta.
Essa distinção ajuda a ensinar adição com sentido. Neste artigo, você encontra uma aula prática, um jogo de composição e seis desafios em PDF. A proposta começa com objetos e desenhos e liga essas representações à escrita matemática.
O que ensinar antes da conta armada?
A adição pode ser apresentada como uma ferramenta para resolver situações. Antes de exigir um procedimento escrito, verifique se o aluno compreendeu o que aconteceu com as quantidades e consegue representar o problema.
Não é preciso esperar que toda a contagem esteja perfeita para oferecer experiências mediadas de juntar. Entretanto, quem ainda se perde ao contar precisa de apoio específico, para que a dificuldade de contagem não esconda a compreensão da situação.
Público e relação com a BNCC
Público: 1º ano do Ensino Fundamental. Unidade temática: Números. Objetos relacionados: construção de fatos básicos da adição, composição e decomposição de números e problemas com diferentes significados das operações.
Em síntese, EF01MA06 relaciona fatos básicos da adição e procedimentos de cálculo; EF01MA07 envolve compor e decompor números com apoio manipulável; EF01MA08 contempla resolver e elaborar problemas de adição e subtração com registros pessoais. Esta sequência trabalha o recorte de juntar e acrescentar com números pequenos. Não cobre subtração nem toda a faixa numérica prevista nessas habilidades.
Aula de 40 minutos: da história ao registro
Preparação, 5 minutos: entregue até dez fichas por dupla e duas áreas de papel. Verifique a contagem de um grupo pequeno e combine que os colegas precisam explicar o que fizeram.
Modelagem, 8 minutos: diga “há três fichas de um lado e duas do outro; quantas há ao juntar?”. Represente os grupos, reúna as fichas e conte. Mostre que 3 + 2 = 5 registra aquela relação. Explique que + indica a adição e = expressa igualdade entre os valores dos dois lados.
Prática guiada, 10 minutos: apresente “Lia tinha quatro lápis e ganhou mais dois”. Pergunte qual quantidade havia antes, o que mudou e o que queremos descobrir. Peça representação e confira o resultado 6.
Jogo, 10 minutos: use o “Dois grupos, um total”, descrito abaixo. Observe diferentes maneiras de calcular e convide algumas duplas a explicar.
Registro, 7 minutos: selecione dois desafios da ficha e recolha uma resposta individual. Os demais podem ser usados em outra aula. Não apresse a turma para preencher todos os itens no mesmo encontro.
Jogo Dois grupos, um total
Separe oito fichas para cada dupla. Um aluno divide as oito entre duas áreas; o outro registra a adição correspondente. Depois trocam de função e procuram outra divisão. Exemplos: 3 + 5, 4 + 4 e 2 + 6. Combine inicialmente que cada área terá pelo menos uma ficha.
Ao comparar registros, pergunte o que muda e o que permanece. A posição das parcelas pode mudar, mas o total das oito fichas permanece. A rodada termina quando a dupla consegue explicar duas divisões diferentes, sem competição por velocidade.
Para reduzir a dificuldade, use cinco fichas. Para ampliar, inclua uma área vazia depois de ensinar a função do zero. O jogo trabalha composição; não serve sozinho para observar compreensão de todas as histórias de adição.
Seis desafios autorais
1. Juntar: numa mesa há três livros e na outra, dois. Quantos livros há nas duas mesas? Resposta: cinco. A criança pode desenhar os grupos antes de escrever 3 + 2 = 5.
2. Acrescentar: Lia tinha quatro lápis e ganhou dois. Quantos tem agora? Resposta: seis. Observe se o desenho mostra a quantidade inicial e os lápis acrescentados.
3. Representar uma adição: mostre dois grupos, um com duas fichas e outro com quatro. Peça uma adição e seu resultado. Aceite 2 + 4 = 6 ou 4 + 2 = 6, desde que o aluno explique os grupos.
4. Completar uma composição: há três fichas na primeira área. Quantas colocar na segunda para ter oito ao todo? Resposta: cinco. Permita que a criança complete com peças e confira o total. Não exija algoritmo para encontrar a parcela desconhecida.
5. Encontrar outra composição: peça dois modos diferentes de formar seis, com pelo menos uma peça em cada grupo. Exemplos: 1 + 5 e 2 + 4. Aceite outras respostas corretas. Converse sobre registros com parcelas trocadas e peça uma nova divisão quando desejar observar variedade além da troca de posição.
6. Elaborar um problema: peça uma história que possa ser representada por 2 + 3 = 5. A criança pode ditar ao professor. O critério é apresentar duas quantidades compatíveis, uma ação de juntar ou acrescentar e uma pergunta sobre o total. Desenhos podem complementar, mas o adulto deve perguntar o que representam.
Valorize as estratégias e ensine caminhos
Alguns alunos contam todos os objetos. Outros conseguem começar pela quantidade de um grupo e continuar: para 4 + 2, dizem 5 e 6. Modele a contagem a partir de uma quantidade quando for apropriado, sem impedir o uso de peças para conferir.
Outra estratégia é usar composições conhecidas. Quem reconhece 3 + 3 pode usar esse fato para pensar em 3 + 4. O professor deve mostrar a relação entre as situações, em vez de exigir respostas memorizadas sem explicação.
Esses caminhos são oportunidades de ensino. Não use um único procedimento como definição de raciocínio correto quando outra estratégia resolve e pode ser explicada.
Erros que ajudam a planejar
Se a criança responde 2 em um problema com três objetos e mais dois, pode ter registrado apenas a última quantidade. Retome a história com objetos e pergunte o que havia antes e depois.
Se conta 4 + 2 dizendo “4, 5” e responde 5, mostre que os dois passos são acrescentados depois do quatro: cinco, seis. Se acerta com peças e erra no registro, trabalhe a passagem da representação para os símbolos.
Evite ensinar que uma palavra isolada sempre define a operação. O estudante precisa compreender a relação entre quantidades e a pergunta, não apenas procurar “ganhou” no enunciado.
Inclusão e avaliação
Leia os problemas para que dificuldades de leitura não impeçam observar o raciocínio matemático. Use letras maiores, fichas táteis ou registro oral conforme a necessidade. Reduza a quantidade de itens por encontro, preservando o objetivo.
Observe quatro aspectos: compreensão da situação, representação das quantidades, cálculo e explicação. Um desenho pode revelar uma solução correta mesmo quando o numeral ainda está em desenvolvimento. No problema criado pelo aluno, avalie coerência matemática separadamente da ortografia.
Material gratuito e próximos passos
O PDF reúne os seis desafios e gabarito com critérios para os itens abertos. Ofereça peças para apoiar a resolução e deixe a criança explicar antes de corrigir.
Consulte a página de Matemática do Movimento Escolar e a seleção do 1º e 2º anos. Se houver dificuldade para representar quantidades, retome o artigo complementar de alfabetização matemática, com contagem e comparação.
Perguntas frequentes
Devo começar pela conta armada? Nesta proposta, o ponto de partida é a situação, com objetos e registros pessoais. Procedimentos escritos podem ser ensinados no planejamento, sem substituir a compreensão.
Usar os dedos é errado? Os dedos podem apoiar a representação e a contagem. Observe a estratégia e ofereça outras formas de pensar, sem constranger a criança.
Posso retirar os materiais quando o aluno acerta? Verifique se consegue explicar e resolver novas situações. O apoio pode ser reduzido gradualmente e retomado quando necessário.
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BNCC — MEC, página 279.
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